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EN SAN PABLO...IMIGRANTES OCUPAN LA AV. PAULISTA EN LA 10º MARCHA,

Imigrantes ocupam a av. Paulista e mostram suas vozes na 10ª Marcha dos Imigrantes
28 novembro, 2016
Por Rodrigo Borges Delfim

A avenida Paulista, mais famosa via de São Paulo e palco das principais manifestações políticas recentes no Brasil, também serviu de palco para reivindicações dos imigrantes que vivem no Brasil ao receber a 10ª edição da Marcha dos Imigrantes, no último domingo (27).

"Dignidade para os imigrantes no mundo" foi o lema da Marcha deste ano. Crédito: Géssica Brandino

A Marcha já é um dos mais tradicionais atos políticos relacionados com a temática das migrações no país. Ela reúne organizações e pessoas de diferentes nacionalidades, culturas e vivências em torno de bandeiras como o fim da discriminação e da xenofobia, acesso à justiça e às políticas públicas. Cada Marcha conta com um lema diferente, e o deste ano foi “Dignidade para os imigrantes no mundo”.

"Dignidade para os imigrantes no mundo" foi o lema da Marcha deste ano. Crédito: Géssica Brandino
“Dignidade para os imigrantes no mundo” foi o lema da Marcha deste ano.
Crédito: Géssica Brandino
“Quanto mais nós internacionalizarmos nossa visão de mundo, teremos menos nacionalismo e maior integração. Somos membros da mesma família, de uma mesma casa, e devemos perceber que o mundo não precisa de muros, nem barreiras para atrapalhar o ir e vir das pessoas nessa casa que é o planeta Terra. Com isso, geramos dignidade para as pessoas”, aponta Roque Patussi, coordenador do CAMI (Centro de Apoio ao Migrante), um dos organizadores da Marcha, sobre o lema deste ano.
Imigrantes ocupam a av. Paulista e mostram suas vozes na 10ª Marcha dos Imigrantes
Imigrantes presentes na Marcha lembraram o ato de migrar como um fenômeno humano, ao contrário do que costumam pregar grupos contrários à livre circulação de pessoas. “Tudo isso [a Marcha] é sobre seres humanos, humanidade. Não apenas para imigrantes, mas para todas as pessoas que vivem neste mundo”, sintetiza Edwin Eason, de Gana, que vive em Brasília e veio a São Paulo acompanhar o ato. “Na história da humanidade as pessoas sempre migraram”, reforça o jornalista Christo Kamanda, da República Democrática do Congo.

Novo local, novos desafios

Um dos destaques dessa décima edição foi justamente a mudança de local, da região da Praça da Sé, no centro da cidade, para a avenida Paulista, por seu caráter de referência geográfica, cultural, social e política para São Paulo.

“Como todos os grupos e manifestações vêm para a avenida Paulista, por que os imigrantes não poderiam vir também? Por que não entrar também neste espaço e mostrar as pautas dos imigrantes para o público brasileiro que já frequenta esse espaço?”, questiona Patussi.
Marcha dos Imigrantes desta vez ocupou a avenida Paulista, em São Paulo. Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo

Marcha dos Imigrantes desta vez ocupou a avenida Paulista, em São Paulo. Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo
Marcha dos Imigrantes desta vez ocupou a avenida Paulista, em São Paulo.
Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo
A designer e militante boliviana Jobana Moya, integrante da Equipe de Base Warmis e da Frente de Mulheres Migrantes, aprovou a mudança de local da Marcha. “Foi uma ótima escolha, porque a Paulista é o cenário de grande parte das manifestações da cidade hoje. E ocupar a Paulista é mostrar também que somos parte dessa cidade”.

Essa visão já é compartilhada por brasileiros que acompanham e apoiam a Marcha. “Acho que os imigrantes têm de ter os mesmos direitos dos brasileiros, de serem tratados com humidade e respeito”, opina a designer Marcela Fedulo. “Acho que todo mundo tem direito à livre circulação, se não está bom em uma lugar a pessoa deve ter o direito de migrar mesmo”, reforça a publicitária Patrícia Vieira, amiga de Marcela. Ambas souberam da Marcha pelas redes sociais.

Bloco das Mulheres “chegou para ficar”

Pelo terceiro ano seguido a Marcha dos Imigrantes contou com o bloco da Frente de Mulheres Imigrantes e Refugiadas, formado por um conjunto de coletivos e mulheres ativistas, que luta contra situações como a violência doméstica, assédio sexual e dificuldade no acesso a serviços de saúde, entre outras pautas.

Desta vez o destaque no bloco foi para o Grupo Lakitas Sinchi Warmis, que tocou músicas tradicionais de países andinos como Bolívia, Chile, Peru e Colômbia durante toda a Marcha. O grupo, também formado por mulheres migrantes, é uma iniciativa da Equipe de Base Warmis, um dos coletivos que fazem parte da Frente.

Bloco das Mulheres Migrantes se consolida na Marcha. Crédito: Géssica Brandino
Bloco das Mulheres Migrantes se consolida na Marcha.
Crédito: Géssica Brandino
“As mulheres estão ocupando espaços nessa manifestação e a Frente de mulheres também está começando a se articular de forma mais organizada. Com certeza chegou para ficar”, opina Jobana.

Patussi também vê o bloco das mulheres já consolidado como parte integrante da Marcha. “Elas chegam com seu estilo próprio, grupo, músicas e animação, com uma consciência do que é a Marcha. Esse grupo é o grupo que dinamiza boa parte daquilo que acontece no ato”.
Bloco das Mulheres Migrantes se consolida na Marcha. Crédito: Géssica Brandino

Superando temores

Há imigrantes que preferem não ir à Marcha por temerem algum tipo de punição baseada no Estatuto do Estrangeiro, lei que rege as migrações no Brasil desde 1980 e que proíbe qualquer tipo de manifestação política por parte dos imigrantes.

Promulgado durante a ditadura militar no Brasil, o Estatuto tem a maior parte dos seus artigos considerados inconstitucionais perante a Lei máxima brasileira atual, mas ainda é usado como base para ações que elevam a burocracia, dificultam o acesso do imigrante a serviços públicos e ao processo de regularização migratória. Por isso, a mudança do Estatuto do Estrangeiro para uma nova Lei de Migração é uma das principais e mais antigas pautas dos imigrantes e da Marcha em si.

Patussi reforça que a Marcha se torna ainda mais importante em um momento político como o que o Brasil atravessa hoje, com tendência a retrocessos em direitos sociais, uma sociedade cada vez mais conservadora e com a manutenção de uma lei migratória ultrapassada. “Quanto mais pessoas participam da Marcha, maior é o número daqueles que estão lutando e mais fácil é conquistar os direitos”.

Diferentes nacionalidades, bandeiras e culturas se unem na Marcha dos Imigrantes. Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo
Diferentes nacionalidades, bandeiras e culturas se unem na Marcha dos Imigrantes.
Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo
Pelo menos algumas centenas de imigrantes resolveram deixar os temores de lado e foram até a avenida Paulista. Seja em português ou em seus idiomas maternos, imigrantes bolivianos, paquistaneses, bengaleses, congoleses, peruanos, chilenos, angolanos, entre outras nacionalidades, expressaram suas reivindicações ao longo da Marcha.

“Sim, nós imigrantes existimos, estamos aqui e vamos nos colocar como visíveis”, completa Jobana.
Diferentes nacionalidades, bandeiras e culturas se unem na Marcha dos Imigrantes. Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo

Dados de migrações no Brasil

De acordo com a Polícia Federal, órgão vinculado ao Ministério da Justiça, entre 2006 e 2015 o número de imigrantes no Brasil em situação regular aumentou 160%, passando de cerca de 45 mil para 117 mil pessoas. Dados extraoficiais, no entanto, estimam um número bem maior de imigrantes, incluindo aqueles que estão indocumentados – em torno de 1,7 milhão.

Estimativas do Ministério das Relações Exteriores apontam que cerca de 2,5 milhões de brasileiros moram atualmente no exterior – ou seja, são imigrantes em outros países. Isso porque até meados da década de 2000 o Brasil era visto mais como um país de emigração do que de imigração ou de passagem para outros países.

Esse quadro começou a apresentar mudanças especialmente com o crescimento da economia brasileira no final da década de 2000, em contraste com o cenário de crise notado em outros países devido à crise global de 2008, atraindo de volta tanto brasileiros que estavam em outros países como imigrantes de todo o mundo.

Esse crescimento ajudou a dar visibilidade a reivindicações antigas das comunidades já estabelecidas, que tem pressionado o poder público para serem ouvidas e atendidas.

Apesar da crise econômica presente desde meados de 2015, o Brasil é considerado, ao mesmo tempo, um país de origem, de trânsito e de destino no cenário migratório.
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EN SAN PABLO... SEGIP ESTARA EN RIO DE JANEIRO.

SEGIP em Rio de Janeiro, de 6 a 9 de dezembro
Enviada em: 30/11/2016 01:01Hs

Comunicado do Consulado Geral do Estado Plurinacional da Bolívia em Rio de Janeiro

SEGIP em Rio de Janeiro, de 6 a 9 de dezembro

Informamos a toda comunidade de residentes bolivianos que o SEGIP (Serviço Geral de Identificação Pessoal) realizará os serviços de regularização de documentos de terça-feira 6 a sexta-feria 9 de dezembro.

 

Serviço:

Quando: de 6 a 9 de dezembro
Onde: Av. Rui Barbosa, 664/101 Flamengo - Rio de Janeiro
Informações: Tel.: (21) 2551-1796 / 2552-5490
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EN SAN PABLO...INCENDIO DEJA CUATRO MUERTOS EN CASA DE ABRIGO DE BOLIVIANOS.

Incêndio em São Paulo deixa quatro mortos, em casa que abrigava imigrantes bolivianos
Enviada em: 23/11/2016 11:56Hs

Incêndio em São Paulo deixa quatro mortos e 24 feridos, em casa que abrigava imigrantes bolivianos no Brás, região central.

Fernanda Cruz - Repórter da Agência Brasil

Incêndio em São Paulo deixa quatro mortos, em casa que abrigava imigrantes bolivianos

Quatro pessoas morreram e 24 ficaram feridas em um incêndio que começou no início da manhã de hoje (23) na região do Brás, no centro da capital paulista. Os Bombeiros estão no local em busca de mais vítimas que podem ainda estar sob os escombros.


Além dos feridos, alguns bombeiros também precisaram ser socorridos por terem inalado fumaça. O socorro foi acionado às 4h e o fogo foi controlado às 5h. No imóvel de dois andares, localizado na Avenida Celso Garcia, região de comércio têxtil popular, como uma ocupação de imigrantes de várias nacionalidades.

No andar de baixo havia uma pequena lanchonete e, no andar de cima, os imigrantes moravam e também trabalhavam em precárias oficinas de produção de roupas. Segundo vizinhos, a moradia tinha emaranhados de fios elétricos com grande risco de curto-circuito.


Nelson Suguieda, coordenador operacional da Defesa Civil, confirma a suspeita dos vizinhos. De acordo com ele, a ligação elétrica era clandestina, o que aumenta a possibilidade de curto-circuito. A Defesa Civil fará vistoria no imóvel após o trabalho dos Bombeiros, mas, segundo ele, uma parede apresenta risco de desabar. “Só que o maior risco era o desabamento da cobertura, o que já aconteceu”, explica.


Desabrigados

Nelson relata dificuldade do Serviço Social em cadastrar as famílias que agora estão desabrigadas. “O grande problema é fazer o atendimento a essas pessoas, elas se negam. Provavelmente, pelo fato de serem ilegais, isso pode ser o motivo de elas não estarem se identificando”, disse ele.

A boliviana Zailin Miranda, de 27 anos, e seus dois filhos chegaram ao Brasil há sete meses. Ela conta que pagava aluguel para viver na ocupação e que produzia vestidos para uma empresa boliviana que comercializa no Brás.

Emocionada, ela acompanhava a remoção de móveis e objetos que deixou para trás. Zailin conta que não conseguiu levar nem documentos. “Eu tinha dinheiro, mas queimou tudo. Estão tirando tudo para lixo. Agora, eu não sei. Não tenho dinheiro para voltar para a Bolívia”, lamentou.

Edição: Lidia Neves

fonte: agenciabrasil.ebc.com.br







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EN SAN PABLO... GUAIANAZES RECIBIO EL ULTIMO CONSULADO MOVIL BOLIVIANO DEL AÑO.

Guaianazes recebeu o último Consulado Móvel boliviano do ano
Enviada em: 21/11/2016 22:41Hs

Foi realizado o último Consulado Móvel boliviano em Guaianazes, neste domingo 20 de novembro de 2016 na Escola Estadual César Donato Calabrez. Nesta edição em Guaianazes foram atendidos em torno de 300 a 400 cidadãos bolivianos. Claudio Luna, Cônsul boliviano relatou a satisfação de ter cumprido as metas propostas na gestão 2016.

Guaianazes recebeu o último Consulado Móvel boliviano do ano

Os Consulados Móveis são implementados devido as normativas da missão diplomática boliviana no exterior, estipuladas pelo Ministério de Relaciones Exteriores do Estado Plurinacional da Bolívia, com responsabilidade de gestão do Consulado Geral Boliviano no exterior.

 

Claudio Luna Marconi, Cônsul Geral do Estado Plurinacional da Bolívia em São Paulo Brasil.




Ximena Lopez Miranda, Chefa do escritório do SEGIP em São Paulo



 Ximena Lopez Miranda, Chefa do escritório do SEGIP em São Paulo

Raquel Santos Nascimento, Vice-diretora do "Programa Escola da Família"


Raquel Santos Nascimento, Vice-diretora do "Programa Escola da Família"
Familias bolivianas acudiram ao Cônsulado Móvel Boliviano em Guaianazes.



 Familias bolivianas acudiram ao Cônsulado Móvel Boliviano em Guaianazes.
Álbum de fotos (aqui)



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EN SAN PABLO . CURSO GRATUITO. TODO MIGRANTE TIENE DERECHO A INFORMACION .

Todo Migrante Tem Direito à Informação, curso gratuito
Enviada em: 18/11/2016 13:35Hs

Todo Migrante Tem Direito à Informação

Todo Migrante Tem Direito à Informação, curso gratuito

Última turma aberta do curso "Todo imigrante tem direito à informação", que acontecerá na próxima semana, nos dias 21 e 23, das 18h às 21h30, na Prefeitura de São Paulo – Viaduto do Chá, 15, 6º andar.

A iniciativa busca difundir o uso da Lei de Acesso à Informação como um instrumento de mobilização na luta por direitos dos migrantes.




Inscrição (AQUI) ou no dia da aula.

Serviço:

Quando: 21 e 23 de novembro das 21 as 23hs
Onde: Prefeitura de São Paulo 6º andar
Viaduto do Chá, 15 - São Paulo
Entrada via inscrição pelo site ou no dia da aula.
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EN SAN PABLO...POR UN MIRAR MAS HUMANO SOBRE LAS MUJERES MIGRANTES.

Por um olhar mais humano sobre as mulheres migrantes
22 novembro, 2016
Por Tuíla Botega

Centro Scalabriniano de Estudos Migratórios

Por um olhar mais humano sobre as mulheres migrantes

Os fluxos migratórios, sejam eles forçados ou não, têm alcançado níveis sem precedentes nos últimos anos, o que para muitos governantes e policymakers é visto como um problema a ser resolvido e controlado. Para além desta perspectiva, a migração pode ser entendida como uma estratégia que homens e mulheres se velem para lidar com situações adversas ou se adaptarem a mudanças súbitas de seu contexto (INGLÊS, 2014). As duas visões têm repercussões no desenho de políticas de migração, na pesquisa científica sobre o tema e também nas ações de assistência e atendimento às pessoas em mobilidade. Ao passo que o primeiro ponto de vista insiste nos cenários de sofrimento ou vulnerabilidade em que os migrantes se encontram, o segundo percebe o deslocamento como uma forma de indivíduos ou grupos reafirmarem a sua dignidade ou lidarem com situações políticas e econômicas adversas.

Essas duas formas de interpretação também nos interpelam a pensar sobre como as mulheres se inserem nos fluxos migratórios na contemporaneidade. É importante, por um lado, considerar os cenários de riscos e vulnerabilidades com os quais elas se deparam – os tantos casos de abusos sexuais a mulheres em campos de refugiados ou nas travessias por fronteiras terrestres ou marítimas, como no Mar Mediterrâneo, ou considerando ainda o sofrimento que a vivência da maternidade e do cuidado dos filhos à distância as impõe. Entretanto, considerando a perspectiva do protagonismo dos migrantes, os deslocamentos passam a ser resignificados e compreendidos como uma estratégia de sobrevivência, uma alternativa a que as mulheres se valem, tanto no âmbito individual, quanto no âmbito coletivo no que diz respeito a suas famílias, ante a feminização da pobreza (DUTRA, 2014) ou até mesmo em busca da sobrevivência. Ressaltando-se, assim, sua capacidade de agência e de tomada de decisão, de luta por melhores condições de vidas, enfim, de resiliência diante das situações adversas.

As mulheres migrantes e refugiadas contribuem de maneira importante para os países de origem, de destino e de trânsito, ocupando postos de trabalho e colaborando para as economias e para o desenvolvimento desses países, especialmente, pelo envio de remessas. O estudo Migración y Remesas, realizado pela organização NicasMigrante, ao revelar que as mulheres nicaraguenses são mais ativas no envio de remessas que os homens traz a tona uma faceta importante: as mulheres em deslocamento enquanto agentes de desenvolvimento. Essa realidade, cada vez mais comum em outros contextos, onde mulheres saem de seus países com um projeto migratório baseado no objetivo de trabalhar, juntar dinheiro e prover melhores condições de vida para os filhos e para a família que ficou no local de origem, possibilitando melhores condições de saúde, educação e, inclusive, acesso a bens de consumo, destaca que a migração de mulheres por motivos de trabalho é uma realidade cada vez mais consolidada.

A condição migratória revela que os papeis sociais que recaem sobre a mulher se sobrepõem, condicionando sua vivência e integração na sociedade de destino e configurando um cenário de vulnerabilidade (PARELLA, 2003). Ainda que as mulheres migrantes enfrentem as mesmas dificuldades que as nacionais em situação de vulnerabilidade, as barreiras linguísticas, o preconceito e a xenofobia, a ausência de referências e redes de contato a própria integração no novo país, assim como as dificuldades de acesso a políticas públicas de saúde e educação as colocam em uma situação de vulnerabilidade. Não por acaso, essas mulheres se alocam em serviços de baixa remuneração, não formalizados e com condições precárias de trabalho, como nas oficinas de costura ou no trabalho doméstico e de cuidados. Portanto, ser mulher, trabalhadora, estrangeira e indocumentada conjuga uma série de marcadores identitários que vinculam discriminações e condicionam o projeto migratório, incluindo o retorno, e que pressupõem o acirramento dessas condições de vulnerabilidades configurando um ciclo vicioso.

Ambas as dimensões, da vulnerabilidade e do protagonismo, nos revelam a complexidade que as dinâmicas migratórias impõem, configurando um quadro dialético de sujeição e subjetivação (MEZZADRA, 2015), ou seja, ainda que existam situações de exploração e de sofrimento para as mulheres migrantes, não se pode negar que o movimento migratório em si é também uma oportunidade de emancipação, autonomia, resiliência e realização de projetos e sonhos. Nesse sentido, devemos analisar tais deslocamentos e suas implicações tanto na ótica da opressão quanto na ótica da humanização (MARINUCCI, 2014).

Mulheres migrantes e refugiadas possuem necessidades e vulnerabilidades específicas, para as quais os países devem estar preparados para atender, buscando desenvolver soluções que as acolham, que as retirem da situação de vulnerabilidade, que aproveitem o capital humano e cultural que elas possuem, que, enfim, as permitam viver com dignidade.

Editorial da resenha 105 da publicação Migrações na Atualidade, disponível também no MigraMundo pela parceria com o CSEM – Centro Scalabriniano de Estudos Migratórios


Referências:

DUTRA, Delia; BOTEGA, Tuíla. Migrações internacionais: a problemática das mulheres migrantes In: Relatório de pesquisa Mulher migrante: agente de resistência e transformação. Brasília: CSEM, 2014. Disponível em: http://csem.org.br/images/livros/caminhos/Relatorio_de_pesquisa_CSEM_Mulheres_migrantes.pdf

INGLÊS, Paulo. Globalização, mobilidade humana e criatividade: desafiando categorias a partir de três casos de migração forçada em Angola. In: VASCONCELOS, Ana Maria Nogales; BOTEGA, Tuíla (orgs.) Política migratória e o paradoxo da globalização. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasília: CSEM, 2015.

MEZZADRA, Sandro. “Multiplicação das fronteiras e das práticas de mobilidade” in REMHU, vol. 23, n. 44, 2015, pp. 11-30.

MARINUCCI, Roberto. Mulheres, migrantes e muçulmanas. Percursos de discriminação e empoderamento. In: VASCONCELOS, Ana Maria Nogales; BOTEGA, Tuíla (orgs.) Política migratória e o paradoxo da globalização. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasília: CSEM, 2015.

PARELLA, Sònia Rubio. Mujer, inmigrante y trabajadora: la triple discriminación. Barcelona: Anthropos, 2003.
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EN SAN PABLO...CONSULADO MOVIL EN EL BARRIO DE GUIANAZES.

Consulado Móvel em Guaianazes, domingo 20 de novembro
Enviada em: 10/11/2016 13:35Hs

Os Consulados Móveis são implementados devido as normativas da missão diplomática boliviana no exterior, estipuladas pelo Ministério de Relaciones Exteriores do Estado Plurinacional da Bolívia, com responsabilidade de gestão do Consulado Geral Boliviano no exterior.

Consulado Móvel em Guaianazes, domingo 20 de novembro


Consulado Móvel em São Mateus

Quando: Domingo 20 de novembro

Onde: Escola Estadual César Donato Calabrez

Av. Inácio Monteiro, 1391 - Guaianazes

Maiores informações: Tel.: (11) 3289-0443
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