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INFORMACIONES DEL DIA

EN SAN PABLO...IMIGRANTES OPINAN LO QUE ESPERAN DE LA GESTION DEL NUEVO PREFECTO EN SP.

Imigrantes que vivem em São Paulo dizem o que esperam da nova gestão municipal
5 janeiro, 2017
Por Rodrigo Borges Delfim

O que você espera da próxima gestão na Prefeitura de São Paulo? Essa foi a pergunta feita pelo MigraMundo a imigrantes residentes na cidade.

Imigrantes que vivem em São Paulo dizem o que esperam da nova gestão municipal

Nos depoimentos, fica claro o desejo tanto da manutenção de avanços obtidos nos últimos anos como a presença de pautas antigas das comunidades imigrantes. Em suma, ambos representam o desejo de o imigrante, independente de sua nacionalidade ou status migratório, ter direito de exercer sua cidadania e de ser reconhecido como parte integrante da sociedade.

Veja abaixo os recados de parte da população migrante para o novo prefeito, João Doria, e para os novos secretários:

“Desejo que os espaços culturais sejam valorizados,  que os articuladores culturais e sociais imigrantes sejam reconhecidos , eles são muito importantes – e já vimos essa importância, por exemplo, entre os imigrantes que atual ajudando as UBSs (Unidades Básicas de Saúde). Acredito que a próxima gestão pode ser benéfica tanto para o imigrante como para o brasileiro, desde que se trabalhe com uma mesma sintonia. Não vamos ficar separando muito o brasileiro do imigrante. Ambos têm suas especificidades, mas deixar o imigrante relegado a um ambiente único é criar um gueto, e o imigrante não quer guetos. Ambos devem ocupar o mesmo espaço e poder discutir e lutar juntos pela cidade”.

Antonio Andrade, Bolívia. Idealizador e editor dos sites Bolívia Cultural, Planeta América Latina e Violência Não


“Tenho muitas duvidas depois dos eventos de 2016. Eu vi muitos lugares no mundo seguindo um caminho de populismo – uma forma de populismo que se inclina para a direita, mais nacionalista. Tenho medo de ver aqui as formas que vemos em outros países que percebem os imigrantes e refugiados como ameaça para a ordem regular do país. Queria ver ações e palavras que afirmem junto à população de São Paulo que todos sempre terão um lugar na cidade.

Greg Fischer, Estados Unidos. Missionário e idealizador da projeto Rostos da Migração


Na estação Luz do Metrô de São Paulo, tem uma mostra fixa sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Migrar, assim como a cidadania, é também um direito humano.

 

Espero que o prefeito Doria possa trabalhar para integrar cada vez mais imigrantes com paulistanos e continue com algumas políticas positivas de Haddad.

Jonathan Berezovsky, Argentina. Empreendedor social, cofundador e diretor do Migraflix


Como imigrante ou estrangeiro, sobre o plano institucional existe uma lei municipal dos imigrantes; existem as estruturas e os projetos que Haddad deixou. Por enquanto não sabemos o que o novo prefeito pretende fazer. Mas, como líder, gostaria que a nova gestão se abra para o diálogo com os coletivos de imigrantes e refugiados para uma discussão séria sobre as políticas de imigração na cidade de São Paulo, que queira consultar os próprios protagonistas, não as ONGs. Que o trabalho da gestão anterior tenha continuidade ou sejam melhorados os projetos que Haddad deixou no caminho. Muitas questões como moradia, acesso a trabalho formal , educação e saúde ainda precisam ser debatidos e melhorados, que são as pautas na lei municipal dos imigrantes. Enfim, espero que a nova gestão seja acessível e disposta a ouvir nossas sugestões e pontos de vista sobre esses assuntos. Gostaria que o novo prefeito considere o imigrante não como pessoa vulnerável, mas como uma pessoa para trocar ideias e experiências para melhorar a qualidade de vida dessa comunidade.

Christo Kamanda, República Democrática do Congo. Jornalista e ativista social


Imigrantes de diversas nacionalidades tomam parte anualmente na Marcha dos Imigrantes. – imagem da edição de 2016.

 

Neste ano esperamos a manutenção e defesas das conquista obtidas na administração anterior, assegurar esses avanços que são o resultado de muita luta da sociedade civil. Naturalmente trabalharemos para que estes sejam garantidos e ampliados. Para esse efeito, já enviamos a secretários da nova administração nossas demandas e apresentamos nosso desejo de continuar sendo parte ativa e atuante nesta novo ciclo de defesa de direitos para os imigrantes, por meio de documento escrito enviado à Patricia Bezerra (Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania), Gilberto Natalini (Meio Ambiente), Soninha Francine (Assistência Social e Desenvolvimento); e logo serão entregue a outros secretários como os de Cultura, Trabalho e Educação. Sabemos que hoje, como ontem e acredito assim sera amanhã, o poder esta em nós, sociedade civil, e devemos estar presentes, e participando, colaborando tanto com informação como com nossos saberes na tomada de decisões e construção de políticas publicas. Foi, é, e será sempre nossa luta. Temos recebido uma grata recepção nossos pedidos de escuta, por enquanto.

Oriana Jara, Chile. Ativista social, integrante da ONG Presença da América Latina e integrante do Comitê Intersetorial da Política Municipal para a População Imigrante


Muitos imigrantes só recebem o RNE (Registro Nacional de Estrangeiros) só depois de um longo tempo. E os imigrantes precisam desse documento para trabalhar. Acredito que a Prefeitura poderia ajudar os imigrantes a receber mais rápido esse documento

Rima Eissa, Síria. Fisioterapeuta, massoterapeuta e personal trainer autônoma
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EN SAN PABLO..."LATINOSOMOS" ,CURSOS AREA DE TEXTIL ,DIBUJO ,CERAMICA ,CINE ,FOTOGRAFIA.

Verão no SESC: “Latinossomos” cursos nas áreas têxtil, desenho, cerâmica, cinema, fotografia e mais
POR IVES - TERÇA-FEIRA, 3 DE JANEIRO DE 2017 CULTURA, NOTÍCIAS

Neste verão o Sesc Pompeia oferece uma ampla gama de cursos e oficinas em diversas linguagens sobre os saberes artísticos latino-americanos. 



Carga Máxima chega do Peru

Atividades nas áreas têxtil, cerâmica, gravura, desenho, fotografia, tecnologia, cursos teóricos e aulas abertas representando saberes artísticos praticados de forma atemporal por países da América Latina.

Dentre os participantes encontramos membros da comunidade latino-americana que mora na cidade de São Paulo, como o fotógrafo Boliviano Eduardo Schwartzberg sociólogo e atual mestrando da USP, em Estudos Culturais, assim como o pessoal do Coletivo de Base Warmís que é composto por mulheres voluntárias, imigrantes e brasileiras, que buscam transformar a realidade e melhorar as condições que vivem as mulheres, desenvolvendo e promovendo atividades, também estarão ministrando cursos.

Aguayo: tecido para cuidar com Coletivo de Base Warmís


Atrações internacionais também marcarão presença como o grupo peruano Carga Máxima que realiza oficinas para aproximar a gráfica de rua, a publicidade popular e o trabalho feito à mão produzido em Lima. O nome do grupo faz referência à forma como o estilo de arte de rua peruano, em que a caligrafia é feita à mão livre com pincéis e uma grande carga de tinta é conhecido.

Para ficar por dentro da programação clique aquí 
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EN SAN PABLO... NUEVA SECRETARIA DE DERECHOS HUMANOS DIJO ES IMPOSIBLE PENSAR SIN FLUXOS MIGRATORIOS.

É impossível pensar São Paulo sem os fluxos migratórios, diz nova secretária municipal de Direitos Humanos
2 janeiro, 2017

Patricia Bezerra promete manter diálogo aberto com a sociedade civil e a manter e aperfeiçoar ações desenvolvidas na gestão Haddad. Ela anuncia ainda que a atual CPMig vai mudar seu nome para Coordenação de Políticas para Imigrantes e Refugiados

Por Rodrigo Borges Delfim
É impossível pensar São Paulo sem os fluxos migratórios, diz nova secretária municipal de Direitos Humanos

A vereadora reeleita Patricia Bezerra (PSDB-SP), nova secretária de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo, promete dar continuidade e aperfeiçoar programas iniciados na gestão Haddad voltados às comunidades migrantes na cidade.

“Como muitos outros polos urbanos, a cidade de São Paulo atrai uma considerável população de migrantes e refugiados. Chega a ser impossível pensar a cidade sem a forte influência desses fluxos migratórios”, ressalta a nova secretária.

Em entrevista exclusiva para o MigraMundo, Patrícia disse que, entre outras medidas, vai manter o apoio a manifestações culturais migrantes como a Alasitas (que acontece sempre no mês de janeiro) e manter a cadeira especial para imigrantes nos Conselhos Participativos Municipais. Ela pretende ainda aproximar a Secretaria dos órgãos de combate ao trabalho escravo – uma das principais áreas de atuação como vereadora.

Entre o que pretende mudar, ela anunciou a mudança do nome da atual CPMig (Coordenação de Políticas para Migrantes) para Coordenação de Políticas para Imigrantes e Refugiados e criação de uma nova coordenação, a de combate ao trabalho escravo e tráfico de pessoas. “Nossa proposta é aprimorar os serviços prestados à população migrante, incluir a temática de refúgio na agenda e manter o canal de diálogo aberto para constante melhoria dessas políticas.

Veja abaixo a entrevista na íntegra:

MigraMundo: Como a futura secretária encara o migrante e a temática da migração, tanto do ponto de vista histórico como em relação aos movimentos contemporâneos?
Patrícia Bezerra: Migração é hoje uma realidade muito mais multifacetada do que já foi há décadas. As razões para que a migração ocorra são muitas: desastres ambientais, perseguições políticas, de etnia ou até culturais, guerras, motivações relacionadas a estudos e trabalho. Além disso, ao contrário do que pode parecer, a migração para países do Sul corresponde a quase o mesmo número de migrantes para os países do Norte. Diante desses movimentos contemporâneos, o tema de migração demanda soluções inovadoras por parte do gestor público para que migrantes de diferentes origens sejam acolhidos de forma humana.

Como a próxima secretária avalia a postura da cidade de São Paulo em relação à população migrante e refugiada, e as políticas já adotadas até o momento?
Como muitos outros pólos urbanos, a cidade de São Paulo atrai uma considerável população de migrantes e refugiados. Chega a ser impossível pensar a cidade sem a forte influência desses fluxos migratórios. Medidas como a criação de centros de atendimento e cursos de capacitação para migrantes formam uma rede de acolhimento que deve ser aprimorada.

CRAI (Centro de Referência e Acolhida para Imigrantes) é um dos centros voltados para migrantes em São Paulo.


No programa de governo do prefeito eleito Doria estão previstos: a implantação de centros de informação e orientação ao imigrante e refugiado em pontos de entrada na cidade (rodoviárias, aeroportos, estações ferroviárias), disponibilizando serviço de cadastro para identificação das condições de vida e origem bem como a informações dos indivíduos nos seus países e a oferta de cursos de língua portuguesa. Há alguma outra medida prevista ou em estudo além do que já consta nesse programa?
É fundamental chegar onde o migrante está, daí surgiu a ideia de implantação de centros de informação e orientação em pontos de entrada da cidade. Devemos ter em mente a importância de fornecer informação adequada à população migrante. Além disso, pretendemos promover cursos e materiais de sensibilização sobre o tema de migração e refúgio para a própria máquina pública, para que agentes públicos não mais vejam os migrantes como uma ameaça.

Em 2016 foi instituída em São Paulo a Política Municipal para a População Imigrante, por meio do PL 142/2016. Como a gestão Doria e a Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania vão trabalhar com essa lei?
A implementação da Política Municipal para a População Imigrante passa por três eixos principais: articular com a sociedade civil, inclusive os próprios migrantes, para escutar suas principais demandas; atendimento à população migrante no âmbito dos centros de referência; e cooperação com outras pastas como de saúde e assistência. Neste mês de dezembro foi publicado o decreto de implementação da Política Municipal que caminha nesta linha. Nossa proposta é aprimorar os serviços prestados à população migrante, incluir a temática de refúgio na agenda e manter o canal de diálogo aberto para constante melhoria dessas políticas.

Nos últimos anos a cidade de São Paulo passou a contar com centros de acolhida voltados especificamente para imigrantes, mantidos em parceria com entidades da sociedade civil. Também passou a contar com a Coordenação de Políticas para Imigrantes, dentro da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania. Esses locais e essa coordenação serão mantidos?
A partir de 2017, iremos fortalecer a atuação dos centros de acolhida e a estrutura da Coordenação responsável pelo tema. Neste sentido, a Coordenação de Políticas para Migrantes passará a incluir explicitamente a questão de refugiados, passando a ser chamada de Coordenação de Políticas para Imigrantes e Refugiados. A ideia é promover políticas públicas para ambas as populações, com as suas respectivas especificidades, promovendo desenvolvimento socioeconômico e paz.

Em um passado recente, festas e feiras promovidas por imigrantes chegaram a ser dispersadas com cassetetes. Atualmente certas festividades até constam no calendário oficial de eventos da cidade, como a Alasitas (Bolívia), e outras que recebem apoio logístico da Prefeitura. Qual vai ser a postura da nova gestão e da secretaria em relação a essas atividades culturais?
Promover o direito da população migrante à manifestação de sua própria cultura é um dos pilares de toda política humana de migração. Apreciar e dialogar com outras culturas é o que fez da cidade de São Paulo o centro cultural que é hoje.  Já durante a fase de transição para a nova gestão, temos dialogado com o atual Secretariado para que o apoio a festividades promovidas por imigrantes continue, como é o caso da Alasitas que acontece todo ano em janeiro.

Apresentação cultural na Alasitas 2015, do Memorial da América Latina, em São Paulo. Gestão atual promete apoio à festividade.


Desde 2014 a cidade de São Paulo conta com representantes dos imigrantes – eleitos pelos próprios imigrantes residentes na capital – nos conselhos participativos municipais. Esses conselhos e essa representação vão continuar?
Sim, porque esses espaços de representação de imigrantes são fundamentais porque permitem que eles contribuam para a política pública que mais os afetam. Constituem espaços para o diálogo, sendo uma via de mão dupla – tanto a administração quanto os migrantes aprendem uns com os outros numa troca permanente.

Uma das áreas de atuação da vereadora é o combate ao trabalho escravo, no qual infelizmente ainda existem muitos imigrantes. No entanto, existe o temor de certas entidades da sociedade civil que o combate ao trabalho escravo sirva de pretexto para mais repressão e restrições contra imigrantes – postura essa que já é adotada por certos governos nacionais. Como a questão do combate ao trabalho escravo será abordada na Secretaria de Direitos Humanos, sem que ela signifique mais restrição contra imigrantes?
Esta é uma preocupação importante. No entanto, tanto a lógica atual  do combate ao trabalho escravo, quanto a dos direitos do migrante coincidem num ponto crucial: garantir o trabalho decente, humano. De fato, as leis de combate ao trabalho escravo concentram esforços na figura do empregador: exigindo que não se empregue trabalho escravo e que a empresa seja responsabilizada caso o faça. Uma das propostas da Secretaria é aproximar-se dos órgãos de combate ao trabalho escravo como a COMTRAE (Comissão Municipal de Erradicação do Trabalho Escravo) e das empresas de construção civil para sensibilizar sobre o tema e promover mudança nessas práticas. Dada a importância deste tema, a Secretaria contará a partir de 2017 com duas coordenações que trabalharão de maneira próxima nesta área: a de migrantes e refugiados e a de combate ao trabalho escravo e tráfico de pessoas.

É imprescindível reconhecer que o trabalhador – migrante ou não – tenha acesso integral a direitos sociais, entre eles o de não ser submetido a condições degradantes de trabalho. Reforçando esses direitos no âmbito nacional, em meados de 2016, o Conselho Nacional de Imigração determinou que estrangeiros em situação de vulnerabilidade, vítimas de tráfico de pessoa ou de trabalho análogo à de escravo poderão permanecer no Brasil pelo período de até cinco anos.

Será feita alguma política de valorização da cultura de povos que migraram para São Paulo, seja da migração histórica ou das migrações contemporâneas?
Um dos pilares da política de migração precisa ser a valorização da cultura de povos que migraram para São Paulo. , A Secretaria de Direitos Humanos manterá diálogo constante com a pasta de Cultura para reforçar tais iniciativas. Por exemplo, o Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais (VAI), da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo recebe até janeiro inscrições de projetos, inclusive de populações migrantes. Iniciativas como essas serão estudadas junto com às demais áreas da Prefeitura para ampliarmos esse trabalho.

Para finalizar, o que o imigrante residente em São Paulo, independente da condição, pode esperar da gestão Doria na cidade e da vereadora Patrícia à frente da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania?
É importante olhar migração não como problema de direitos mas com uma oportunidade para construirmos juntos o crescimento, o desenvolvimento igualitário em nossa sociedade, garantindo direitos, desde os mais básicos como à documentação ao direito a um trabalho de acordo com a qualificação de cada um. Hoje o que vemos é a dificuldade do migrante de ver seu diploma reconhecido, por exemplo. Neste sentido, políticas para a população migrante e refugiados na cidade de São Paulo precisam ser aprimoradas. É um grande desafio que estamos dispostos a enfrentar, é uma tarefa que estamos dispostos a realizar.
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EN SAN PABLO...PREFECTURA DE SP. ES PUNTO DE REFERENCIA PARA IMIGRANTES.

Prefeitura de São Paulo agora é ponto de referência para imigrantes, diz ex-coordenador da CPMig
3 janeiro, 2017
Por Rodrigo Borges Delfim

Embora São Paulo tenha grande parte de sua trajetória atrelada às migrações, só a partir de 2013 é que a cidade ganhou um organismo de governo dedicado à temática.
Para Paulo Illes, que ajudou a formar a CPMig (Coordenação de Políticas para Imigrantes) e esteve à frente dela entre maio de 2013 e março de 2016, o grande desafio foi justamente o fato de ter de “começar do zero” essa política pública.

Prefeitura de São Paulo agora é ponto de referência para imigrantes, diz ex-coordenador da CPMig

“A cidade de São Paulo tem uma energia incrível e uma intensa atuação do movimento de imigrantes, no entanto, não encontramos muitas referências na esfera do poder público municipal. Existiam sim algumas iniciativas, isoladas, que foram elaboradas pelo compromisso e sensibilidade de alguns agentes públicos, e não como política de governo”.

Em entrevista exclusiva ao MigraMundo, Illes destacou algumas das medidas implementadas ou articuladas a partir do trabalho da coordenação e do legado que elas deixam na cidade. “A Prefeitura de São Paulo, que antes era totalmente estranha aos imigrantes, agora é um ponto de referência”.

Illes falou ainda sobre o que espera da próxima gestão em São Paulo a respeito das migrações e vê como positiva a escolha de Patricia Bezerra para a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, pasta à qual a CPMig (que mudará de nome para Coordenação de Políticas para Imigrantes e Refugiados) está subordinada.


MigraMundo: Quais as maiores dificuldades encontradas por você na CPMig? como foi o processo de elaboração
Paulo Illes: Fui convidado pelo Secretário de Direitos Humanos e Cidadania, Rogério Sottili, no mês de maio de 2013. Nosso primeiro desafio foi pensar no legado que deixaríamos para a cidade ao final da gestão. Nesse sentido, começamos a construir com a sociedade civil e com os imigrantes um processo que culminou na meta 65 da prefeitura de São Paulo, resultante da soma do plano de governo vencedor nas urnas, dos diálogos de direitos humanos e da I Conferência Municipal de Políticas para Migrantes. A cidade de São Paulo tem uma energia incrível e uma intensa atuação do movimento de imigrantes, no entanto, não encontramos muitas referências na esfera do poder público municipal. Existem sim algumas iniciativas, isoladas, que foram elaboradas pelo compromisso e sensibilidade de alguns agentes públicos, e não como política de governo. Sendo assim, acredito que o maior desafio foi iniciar do zero, reconhecer os entraves existentes para preparar São Paulo para receber novos imigrantes, além de valorizar aqueles que aqui já estão estabilizados.
Abertura da 1ª Conferência Municipal de Políticas para Imigrantes, em São Paulo
Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo – 29.nov.2013


A partir do tempo de atuação na sociedade civil e na gestão pública, que diferenças você vê na prática em São Paulo antes da criação da CPMig e agora?
Muitas! São Paulo não tinha como responder a uma demanda sequer de imigrantes. Todo o trabalho de atenção, de acolhida, de orientação estava sob total responsabilidade do terceiro setor, da igreja e de algumas ONGs. Uma verdadeira confusão entre aquilo que é papel do Estado e o que é papel da sociedade civil. Hoje o legado é muito grande. A Prefeitura de São Paulo, que antes era totalmente estranha aos imigrantes, agora é um ponto de referência. Imigrantes procuram o Centro de Referência, os Centros de Acolhidas e já encontram muitas informações nos equipamentos públicos, os vinculados à saúde, assistência social, trabalho e empreendedorismo, cultura, esporte e lazer.  E além das capacitações foram elaborados guias de acesso aos direitos em 7 idiomas, que se encontram disponíveis para servidores, imigrantes e refugiados.

Dentre as ações desempenhadas ou possibilitadas pela CPMIg, qual você considera a mais importante?
Foram várias! E acredito que esse conjunto possibilitou uma maior visibilidade dos imigrantes na cidade. A política migratória de São Paulo teve reconhecimento de organismos internacionais não só por uma ou outra ação, mas sim por sua estruturação, uma vez que engloba a acolhida, regularização, capacitação, emprego, proteção, cultura e o potencial dos imigrantes como sujeitos de direitos: centrada em suas demandas e de suas comunidades. Em decorrências dos desafios que a construção de uma política inédita representava, apostamos também naquilo que é simbólico. Por isso colocamos a feira da Alasita da comunidade boliviana no calendário da cidade, apoiamos o dia da bandeira haitiana, o carnaval peruano (Yunza), a festa nacional da Bolívia, a feira do Leste Europeu na Vila Zelina, a bancarização dos imigrantes através de acordos com a Caixa Econômica e Banco do Brasil, a instituição da cadeira extraordinária nos conselhos participativos, a construção do Centro de Referência e Acolhida para Imigrantes (CRAI), a capacitação de servidores públicos, os cursos de português, a inserção de projetos de imigrantes no Programa de Valorização de Iniciativas culturais (VAI), a contratação de imigrantes e refugiados para atuar nos CATs, na saúde e na educação. Foram ações importantes não só por seus resultados concretos, mas também e principalmente, pelo simbolismo. A prefeitura passa a reconhecer o potencial dos imigrantes na cidade e a combater a xenofobia e a discriminação através de políticas públicas.

Destacando outro lado, qual foi a ação que você gostaria de ter visto implementada, mas não foi possível?
Desde que começamos a pensar com a equipe da CPMig e com o secretário Rogério Sottili, queríamos construir um centro de referência em direitos humanos para imigrantes e refugiados bastante ousados, por isso fomos conhecer a experiência de Portugal que possui um dos melhores sistemas de atendimento a imigrantes do mundo. No entanto, quando começamos a desenvolver o projeto fomos surpreendidos pela chegada massiva de imigrantes haitianos que chegaram via Acre. Então a ação imediata encontrada para minimizar o problema foi a construção do Centro de Referência e Acolhida para Imigrantes. Foi uma experiência muito interessante, mas na verdade, meu sonho seria ver um Centro de Referência para Imigrantes bastante equipado para receber com toda a dignidade que cada imigrante e refugiado merecem. Este desejo não é só meu, mas de toda a equipe da CPMig e acredito que também da sociedade civil, que atua em prol da população imigrante na cidade, já que a Lei que institui a política municipal para imigrantes foi de iniciativa do executivo. E esta, por sua vez, devidamente regulamentada pelo então prefeito, Fernando Haddad.

Fernando Haddad assina decreto que regulamenta a Política Municipal para a População Imigrante.


O que você sabe sobre as ações propostas pelo próximo prefeito, João Doria, para a população migrante?
Não conheço nenhuma proposta do novo prefeito, além daquelas descritas pelo próprio MigraMundo, como “[…] a implantação de centros de informação e orientação ao imigrante e refugiado em pontos de entrada na cidade (rodoviárias, aeroportos, estações ferroviárias), disponibilizando serviço de cadastro para identificação das condições de vida e origem bem como informações dos indivíduos nos seus países e a oferta de cursos de língua portuguesa”. Que não deixam de ser importantes, mas que a meu ver, beneficiará uma parcela muito pequena dos imigrantes, além de ignorar totalmente os que aqui já estão estabelecidos e que possuem outras demandas, tais como as voltadas ao acesso aos direitos humanos, o reconhecimento cultural, desenvolvimento econômico, maior participação, entre outros que de certa forma já foram mencionados.

No entanto, fiquei muito feliz com a indicação da vereadora Patrícia Bezerra para assumir a Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania, pois se trata de uma pessoa muito aberta ao diálogo e que já manifestou seu compromisso, tanto com a continuidade das iniciativas que hoje se encontram em desenvolvimento, quanto com o aperfeiçoamento e elaboração de novas ações necessárias para o bom acolhimento dos imigrantes na cidade.

E o que você sabe sobre a Patrícia Bezerra, próxima secretária de direitos humanos, pasta à qual a CPMig está subordinada?
Estive uma vez no gabinete da Patrícia Bezerra quando era coordenador de políticas para imigrantes e sou testemunha do seu compromisso com a defesa dos direitos humanos e do combate ao trabalho escravo de imigrantes. Gostei muito da entrevista dela que foi dada ao MigraMundo e acredito que ela fará uma excelente gestão.

O que a próxima secretária de Direitos Humanos e os próximos responsáveis pela Coordenação vão encontrar? Quais as virtudes, as dificuldades e os desafios?
No seu discurso na posse de João Doria, o [agora ex-prefeito] Fernando Haddad disse que fez um processo de transição transparente e democrático, e disse também que deixava garantidos os recursos para a continuidade das metas da prefeitura. No caso da política para imigrantes a nova equipe terá acesso a um banco de dados munido de muitas informações e diretrizes elaboradas com participação social, encontrará um Centro de Referência capaz de por si só organizar e assessorar a coordenação nas demandas. Enfim, um cenário muito diferente do que nós encontramos em 2013. Tem material de informação, tem centros de acolhidas, tem centro de referência, tem uma lei de migração e o mais importante de tudo: tem relação com os imigrantes e refugiados.
Solenidade marca abertura oficial do centro para imigrantes da Prefeitura de São Paulo.


Qual a sua expectativa para a próxima gestão em São Paulo, especialmente em relação às políticas adotadas e que precisam ser adotadas em relação à temática migratória?
Eu prefiro analisar a política de migrantes sem entrar na política geral do prefeito João Doria, que como ele já anunciou, será uma política de privatização do espaço público, sendo que hoje quem ocupa estes espaços públicos, principalmente no centro da cidade, são imigrantes e refugiados. Ao pensar a política para ambulantes terá que se pensar nos imigrantes e refugiados, pois eles são a maioria e precisam manter um diálogo constante. Ademais, políticas para imigrantes não podem ser pensadas somente naqueles que chegarão; a migração se dá em ciclos. A gestão Haddad se desenvolveu no auge da chegada de imigrantes e refugiados de todas as partes do mundo, principalmente do Haiti. A nova migração era de trânsito, mas isso está mudando, pois hoje o número de imigrantes que entram está diminuindo, principalmente os haitianos, que têm feito o fluxo contrário, de volta ao Haiti. E aqueles que não conseguiram ir para outros países ou, outros estados brasileiros, voltam para São Paulo e aqui tentam se estabelecer. Com isso, surgem outros tipos de demandas, o que faz com que a política para imigrantes seja muito dinâmica. Logo, os centros de referência e de informação precisam estar atentos a essa realidade tão complexa. Dito isso, quero dizer ainda que estou, sim, bastante otimista em relação às políticas de migrantes e que, de nosso lugar na sociedade civil, temos o dever e a tarefa de estar juntos, acompanhar, opinar e ajudar a seguir sempre na construção.

Como ator da sociedade civil, como você espera que seja o diálogo com a nova gestão?
Acredito num diálogo aberto e franco. Sempre defendi políticas de Estado e não partidárias e foi esse o legado deixado pelo prefeito Fernando Haddad, com a Lei Municipal de Políticas para Migrantes. Desejo boa sorte à secretária Patrícia Bezerra, à sua equipe, de modo especial à Coordenação de Políticas para Migrantes e Refugiados, pois como ela já disse, os imigrantes ocupam um lugar muito importante na cidade de São Paulo e pensar os direitos humanos é pensar nos imigrantes e refugiados.
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EN SAN PABLO...ALASITAS 2017 EN LA CAPITAL SP.

ALASITA 2017 em São Paulo. Encontre a feira mais próxima de você
Enviada em: 03/01/2017 18:06Hs

A tradicional festa de Alasita celebra a fartura a riqueza, o patrono é deus da abundância, chamado “Ekeko”. Mas o evento vai além de desejos e ambições, é a representação da prosperidade, o agradecimento pelo que foi conquistado e a benção para futuros empreendimentos. Comemorado sempre no dia 24 de janeiro. Em 2017 acontecem várias ferias simultâneas.

ALASITA 2017 em São Paulo. Encontre a feira mais próxima de você

Na capital paulista a data acontece anualmente desde 1999, chegando a receber cerca de 20 mil pessoas para celebrar e preservar os costumes e tradições milenares da cultura boliviana, ainda que em solo brasileiro. No ano de 2014 a festa boliviana da abundância foi incluído no calendário oficial do município de São Paulo, pelo Prefeito Fernando Haddad.

VEJA QUAL FEIRA DE ALASITA FICA MAIS PRÓXIMA DE VOCÊ








 Conheça a festividade

Os adereços de “El Ekeko” chamam a atenção, são notas de dinheiro, miniaturas de carros, casas e outros bens materiais, pendurados com alimentos e outros itens no poncho do deus. De origem indígena do povo Aymara, vindo da região do altiplano onde as temperaturas são baixas os trajes do deus da prosperidade incluem as meias grossas, calça e o chulo (gorro), o corpo baixinho e rechonchudo do deus da abundância, tem um atrativo particular e pitoresco aos olhos dos brasileiros.

Alasita em si é uma palavra que os historiadores discutem o significado, em um dos mais aceitos significa "compre-me", termo usado até hoje nas vendas de rua, onde os vendedores de origem Aymara ofertam seus produtos com este termo, como dizer 'compre de mim/aqui'. Durante a festa as representações de desejos são sempre em miniaturas e mesmo a gastronomia no evento é encontrada em miniaturas também. O prato típico desta celebração é o “Plato Paceño”, que tem na sua composição favas, milho verde e batata (cozidos), queijo e bife (fritos), uma iguaria boliviana imperdível nesta data.

Durante a festa as pessoas podem pedir a benção para suas alasitas (podem ser miniaturas de dinheiro, alimentos, carro, etc), a bendição é feita por yatiris, espécie de feiticeiros, que abençoam os objetos passando-os na fumaça de incenso e regando-os com vinho e álcool, mas o ritual é em conjunto, pois o dono das alasitas também joga os líquidos nos objetos que representam o desejo de adquirir no novo ano que começa (seja a compra de uma casa, cursar uma faculdade ou uma vaga de emprego). O padre da igreja católica também faz parte da cerimônia desvendando o sincretismo religioso, benção da igreja católica e dos yatiris as alasitas. El Eeko é o patrono do evento, que trata de prosperidade, agradecimento pelas conquistas e bênçãos futuras.

El Ekeko é também a divindade da fertilidade, abençoando o gado, a colheita e outros trabalhos. Cabendo ao fiel agradecer, aquele bem que for adquirido, dando uma oferenda à imagem de Ekeko. Coloca-se um cigarro em sua boca e as cinzas são guardadas na carteira.

A comemoração e os pedidos de fertilidade e abundância antigos, com o tempo se fundiram com a religiosidade cristã. A festa na forma como vemos atualmente é de origem indígena Aimara, resgatando a cultura ancestral e a preservando.

Ao contrario da celebração original na Bolívia, aqui no Brasil os eventos de ALASITA tem incrementado atrações musicais, “misturando a fé popular com shows”.
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EN SAN PABLO... ABIERTO LAS INSCRIPCIONESPARA FIESTA DEL IMIGRANTE 2017.

Já estão abertas as inscrições para a Festa do Imigrante 2017; prazo vai até 31 de janeiro
13 dezembro, 2016

O ano de 2016 ainda não terminou, mas já estão abertas as inscrições para comunidades migrantes e de descendentes, grupos folclóricos, associações culturais e restaurantes típicos interessados em participar da 22ª Festa do Imigrante, prevista para meados de 2017 em São Paulo.

Já estão abertas as inscrições para a Festa do Imigrante 2017; prazo vai até 31 de janeiro

As inscrições vão até 31 de janeiro. Os interessados devem se inscrever preenchendo o formulário disponível no portal do Museu – e que também pode ser acessado no link abaixo. O resultado da seleção deve ser anunciado em fevereiro.

Clique aqui para acessar o formulário

A Festa do Imigrante tem papel fundamental no resgate da história de mais de 2,5 milhões de pessoas que passaram pela antiga Hospedaria dos Imigrantes do Brás desde o final do século XIX até meados do século XX. O evento, que já é uma tradição no cenário cultural de São Paulo, recebeu cerca de 22 mil pessoas na última edição, em 2016.

Maiores informações sobre o processo de inscrição e seleção devem ser verificadas junto ao Museu da Imigração pelo e-mail museudaimigracao@museudaimigracao.org.br

Com informações do Museu da Imigração
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EN SAN PABLO...LATINOAMERICANOS SON EL DESTAQUE EN EL DIA DEL MIGRANTE.

Imigrantes Latino-americanos são destaque no dia INTERNACIONAL DO MIGRANTE
Enviada em: 12/12/2016 18:27Hs

No Bom Retiro, evento ocupa as ruas para celebrar Dia Internacional do Migrante.Ocupar o espaço público com muito futebol de rua, brincadeiras, sarau, cinema e também dicas de saúde. Esse é o objetivo do “Que Bom Retiro – 1º Festival de Rua do Bom Retiro”, que acontece no bairro central de São Paulo, no dia 18 de dezembro (domingo), na Rua General Flores, das 11h às 21h

Imigrantes Latino-americanos são destaque no dia INTERNACIONAL DO MIGRANTE


Mobilizado pela Rede Social Luz-Bom Retiro, que integra mais de 20 organizações – entre elas serviços sociais, organizações e equipamentos culturais públicos e privados, coletivos migrantes e urbanísticos – a ação celebra o Dia Internacional do Migrante, no intuito de reconhecer e valorizar as múltiplas expressões culturais presentes na região central de São Paulo, historicamente conhecida por seus fluxos migratórios.

Serão mais de dez horas de programação, com atividades que buscam promover o direito à cidade por meio da ocupação das ruas.

Programação completa

11h às 14h – Atividades esportivas ( Sesc Bom Retiro)?

11h às 14h – Oficina Tecendo o Amanhã (Coletivo meiofio)?

12h às 17h – Sensibilização de combate à dengue, exposição de ciclos de vida da dengue + educação ambiental (PAVS Bom Retiro + INOVA)

?13h às 14h – Coral de Idosos da Morada São João?

13h às 16h – Museu de Portas Abertas (Museu de Saúde Pública Emílio Ribas – Instituto Butantan)?

14h – Cinema no Museu (Museu de Saúde Pública Emílio Ribas – Instituto Butantan)?

14h – Contação de Histórias + Troca de Livros + Sarau+ Roda de conversa (Coletivo Ecos Latinos + Sí, Yo Puedo + Museu de Saúde)?

14h às 17h – Brincadeiras de Rua (Coletivo Não só o Gato)?14h às

17h – Oficinas de Artesanato (Sasf Bom Retiro)?

14h às 18h – Barraca de Economia Solidária (Caps Prates)?

14h às 15h – 1ª Aula de Zumba ( Nasf/UBS Bom Retiro)?

16h às 17h – 2ª Aula de Zumba (Nasf/UBS Bom Retiro)?

15h – Colagem de lambes (Coletivo Feminicidade)?

15h às 17h – Cantinho da Árvore de Histórias (Espaço Fazedoria + Acupuntura Urbana + Museu da Saúde)?

16h às 17h30 – Oficina de Audiovisual Identidade e Território da Câmera (Coletivo Audiovisual Itinerante [CAI])?

18h30 – Projeção Fotográfica sobre o Bom Retiro (Ed Viggiani)?

19h às 21h: CINE CRIAR – Mostra Latino Americana de curtas (Coletivo Audiovisual Itinerante [CAI] + Instituto CRIAR de TV, Cinema e Novas Mídias)?

Durante o evento: ?Oficina de mobiliário urbano (Coletivo A Cidade precisa de você) +?Graffitti ( Waldir Grisolia)

Sobre a Rede Social Luz-Bom Retiro

A Rede Social Luz/Bom Retiro existe desde 2015 e, desde então vem realizando eventos de forma coletiva no território do Bom Retiro. Neste ano, a rede cresceu, ganhando novos atores e expandindo seu campo de atuação, juntando diversos coletivos, movimentos sociais, equipamentos culturais e moradores da região.

Jessica Moreira

fonte: portal.aprendiz.uol.com.br
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